Mulheres relatam tortura nas prisões do regime de Assad

Ex-prisioneiras contam seus sofrimentos ao passo que lembram daquelas que ainda estão presas.

Mulheres relatam tortura nas prisões do regime de Assad

Solicitando ajuda ás suas companheiras que ainda estão detidas, várias mulheres estão relatando seu sofrimento em prisões controladas pelo regime sírio, em um esforço para aumentar a conscientização.

A.H.Y., que foi encarcerada por seis meses de 2015 a 2016 em uma prisão em Homs, administrada pelo regime de Bashar al-Assad, disse à Agencia Anadolu que enfrentava tortura e foi impedida de receber assistência.

"Eles estupraram adolescentes sem mostrar piedade. Não podíamos fazer nada. Eles torturaram a mim e a minha irmã mais velha de várias maneiras", disse ela.

"É a coisa mais difícil ser uma mulher na Síria", lamentou ela.

Narrando sua história de vida, A.H.Y. disse que se refugiou na Turquia há um ano e meio com seus três filhos, deixando para trás seu marido que é apoiante do regime.

Outra ex-prisioneira, L. A., que foi presa por nove anos durante o governo de Hafez al-Assad, pai de Bashar al-Assad, disse que foi presa por se opor ao regime e relatou a tortura pela qual passou na prisão.

"Os espancamentos e tortura nunca paravam. Eles me colocaram em uma cadeira elétrica. Eu também fui espancada enquanto estava deitada no chão."

Residindo na Turquia por quatro anos, A. também mencionou a violência e a opressão nas prisões de regime: "Mulheres estão morrendo todos os dias. Há dezenas de mulheres nas prisões.Não devemos esquecê-las e precisamos tirá-las de lá", afirmou.

Na terça-feira, o Convento Internacional de Consciência, que se descreve como a "voz das mulheres oprimidas na Síria", iniciou uma jornada de três dias em Istambul.

Elas realizaram uma manifestação final para marcar o Dia Internacional da Mulher em Hatay, que faz fronteira com a Síria, depois de fazer paradas nas cidades turcas de Izmir, Sakarya, Ancara e Adana.

Mais de 6.700 mulheres, incluindo 417 adolescentes, ainda estão presas em prisões administradas pelo regime sírio, de acordo com uma declaração da organização.

 

Fonte: AA



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